Filed under: Cada um tem o que merece, Charlie Brown, Coisas de Jece Valadão, Coisas de Peanuts, Contos do Calvin, Gente estranha tem em todo Lugar, Good grief... =[, Looser, Oi?, Personagens, Sagas, Tinha que ser eu | Tags: É o que o Calvin diz, Cadê?, Coisas de Jece Valadão, Maluco? Eu?, Não é a minha cara?, Não tenho um grilo falante, oi?, Retrospectiva
Checando a lista de metas 2010, posso dizer que, em relação aos outros anos até que me sai bem…
Tá bom… Talvez não tenha alcançado os 100%, mas… Sei lá… Acho 7% uma margem pra lá de respeitável… Pelo menos para os padrões apresentados por mim até agora, é um verdadeiro recorde.
Não fiquei rico como planejei, não fiz uma turnê com a banda (que também não cheguei a montar), não aprendi a nadar, não conheci nenhum País exótico como o Sri Lanka ou o Paraguai, não venci nenhuma partida de winning eleven no território além easy, não conquistei o amor do meu cachorro e fui à bancarrota algumas vezes…
Em compensação… Bom…
…
Ah!… Finalmente tirei minha habilitação (o que não significa que eu dirija), voltei para a academia (o que não significa que eu permaneça nela), não tive nenhuma lesão física ou hematoma que durasse mais de uma semana para desaparecer.
Infelizmente, com o número menor de pancadas na região da cabeça, no segundo semestre tive que dar adeus a alguns amigos imaginários, mas de acordo com algumas pessoas isso até que foi bom…
Aqui no blog escrevi de acordo com as possibilidades… Tá bom, tá bom… Sei que isso não é o ideal, mas tirando o período do buraco negro das ideias, foram poucas as semanas que eu furei, né?
Além disso, em 2010 escrevi para o Palavra - blog das queridas May, Ma-Má e Carrô -, para o In Shuffle We Trust (projeto da Nat Maximo que, agora tá fora do ar, mas em breve, será obrigatório para quem curte música), tive a primeira contribuição externa aqui no Não tava Assim, que foi o texto do Calvin e realizei a primeira enquete de sucesso do Não Tava Assim, com 7 votos no total (que orgulho, gente).
Pro ano que vem, muitos projetos… Mas, como estarei de férias (pausa para um passo de break em comemoração)… gostaria de pedir a colaboração de vocês para tentar montar uma TO DO LIST 2011.
Alguém? (Rumo aos 8%)
Filed under: Acontece, né?, Contos do Calvin, Gente estranha tem em todo Lugar, Oi?, Personagens | Tags: amigos, É o que o Calvin diz, Gente estranha tem em todo Lugar, Personagens, Vai dizer que nunca fez isso?
Olha… Se não tivesse o Haroldo em tão alta conta, com certeza, eu já teria dado uma lição nesse moleque. Mas querem saber? Também Não posso reclamar… O mau-humor deste Calvin caiu como uma luva para o Não Tava Assim e aposto que esta não é a última vez que verão este garoto enjoado por aqui…
Charlie Brown
Aaaah, o ser humano… De todas as coisas que Deus criou (e olha que foram muitas), essa deve ser a mais complexa e misteriosa.
Você já parou para reparar o quão diferente são as pessoas que estão ao seu redor? Cabelos, estilos, corpos, rostos e, principalmente, personalidades. É exatamente sobre as personalidades e comportamentos destes seres humanos que vou falar hoje.
Tá, não sobre todos eles, até porque não sou especialista em nada disso (graças a Deus). Mas, recentemente, Haroldo e eu temos trocado muita ideia sobre um determinado grupo de pessoas que tem uma linha muito particular de comportamento e personalidade. Na verdade, trata-se de um grupo e um subgrupo muito específico.
Grupo >>> chatos
Subgrupo >>> puxas-saco
Não dá para falar sobre todos os indivíduos pertencentes ao grupo dos Chatos, até porque, cá pra nós, é tanta gente chata nesse mundo que esse texto iria virar um estudo médico/sociológico muito útil (e caro) para ajudar a sociedade a eliminá-los, e a última coisa que ia fazer com esse super-mega-ultra-master-blaster material seria divulgar aqui.
Não me leve a mal, Charlão. Somos amigos e, mesmo tendo me ajudado a pregar muitas peças no Haroldo, você tem que admitir que você é meio azarado – e isso já não é segredo para ninguém. Sei lá, fico com receio de isso atrapalhar de alguma forma… Mas prometo que coloco seu nome na dedicatória quando eu lançar esse estudo e ficar incrivelmente rico com ele, ok?
Calma… Perdi um pouco do foco…
Vamos voltar a falar do que realmente importa: os puxas-saco. Como eu disse, existem muitos, muitos tipos de chatos no mundo: tios do pavê, os que querem dar aula, os que não param de falar NUNCA, os que reclamam de tudo, os metidos, etc, etc e muitos etc. Mas, de todos esses malas, nenhum é tão insuportável quanto o puxa-saco.
Desafio qualquer um a me dizer o que é mais chato do que aquele cara que, desde o pré-primário, lambe o chão que a tia da escolinha, o professor, o diretor e o chefe pisam. O pior é saber que, na maioria das vezes, bajular é a única coisa que eles sabem fazer. E, como todo mundo precisa ter o ego massageado de vez em quando, é sempre bom para a tia da escolinha, para o professor, para o diretor e para o chefe manterem um fulaninho meio incompetente que só serve para estes assuntos… Como eu posso dizer?… Babaovísticos.
Este especialista é exatamente a pessoa que dirá: “Nossa, muito bem pensado”; ou ainda “Nossa, te admiro muito”; “Nossa, quero ser um profissional assim”. Essas pérolas serão ditas em ocasiões que vão desde a piada mais infame, ao projeto mais “merda-no-ventilador”, mirando única e exclusivamente o chefe. Eu até diria mirando “você”, mas o “você” nesse caso só vale se você, leitor, for uma daquelas pessoas que, na escala hierárquica, manda em todo mundo e mora, no mínimo, no 20º andar de um prédio bacana… Gente que, na moral, acho que não para pra ler esse blog… Com todo o respeito de novo, hein Charlão.
Mas voltando ao assunto: Não entendo como chefes, líderes ou seja lá o que for, aguentam esse tipo de gente. Bajuladores, fazendo tudo para você e… Calma aí… Isso deve ser bem confortável. Pensando bem, é quase como ter um estagiário voluntário feliz em fazer horas extras, sabe? Aliás, será que existe alguém que é contratado só para puxar o saco dos outros? Digo, será que existe algum job description com isso? “Fazer arquivo, cafezinho, lamber com eficiência as bolas dos superiores”… Sem dúvida é uma das qualificações que muitos caras devem ter nas entrelinhas de seus currículos, né?
No fim das contas, ele vai executar tarefas que exigem muito menos estudo. Vai levar a roupa do chefinho para a lavanderia, almoçar com ele todos os dias (e pagar por isso), falar mal de todos os outros funcionários da empresa, ouvir que é o melhor no que faz (pode ter certeza que ele não está falando do trabalho que o puxa-saco exerce teoricamente. Ele estará elogiando seu trabalho como o “cara-que-beija-minha-bunda-todo-dia”). E o puxa-saco nem deve se importar muito de ser odiado por toda a empresa, afinal, o chefinho o ama, certo?
Errado. É provável que nem os chefes gostem dos puxas-saco, porque é impossível se desenvolver tendo uma pessoa desse tipo por perto. Eles só os mantém porque:
1 – É impossível se livrar deles (são iguais a capim: quanto mais você pisa, mais surge);
2 – É bastante conveniente, não dá para negar.
Só sei de uma coisa: se eu fosse o chefe (ou Deus), essa racinha já estaria extinta da face da terra. Mas antes, acho que pediria para alguém para fazer a faxina na minha casa. Só isso… Não, peraí… Acho que também mandaria alguém resolver meus problemas no banco, afinal… Eu detesto fila. Quer dizer… Também preciso de alguém para marcar meus médicos e exames e…
Por Calvin
