Se dar bem em uma competição internacional de mojitos parece mais complicado do que realmente é….
É sério… Na verdade, tudo o que você precisa fazer é planejar bem suas ações antes da competição começar.
Note que, em pelejas domésticas, os drinks são, geralmente, experimentados por quem os faz, pela pessoa que, por algum motivo, foi eleita a ‘conhecedora mor’ e pelos demais competidores… Então, o que você deve fazer é se candidatar para preparar a sua versão do drink entre o estado de embriagues plena e sênior… Isso porque, nesse estágio as papilas gustativas já estão bêbadas, mas não chapadas… Então além de favorecido pelo estado ébrio de seu julgador, você consegue manter uma semidignidade ao afirmar “Ele ainda não estava falando enrolado quando disse que o meu mojito era melhor!!”
Ah! Para conferir o status internacional à competição, chame aquele seu amigo com um nome bem estranho, com olhos puxados, cabelos ruivos, mullets ou, pelo menos, RE (Registro de Estrangeiro) e pronto… Pode tirar onda com seus amiguinhos… =p
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Ai , o carnaval…
Este período de luxúria e pecado – que nos brinda com confete, serpentina, spray de espuma, canções cheias de ziriguidum e estelecoteco, abadás e uma série de sagitarianos – é marcado por uma incrível debandada paulistana rumo ao litoral ou às cidadezinhas do interior que ainda mantêm o tradicional carnaval de rua…
Contando assim tudo parece ótimo, né? Agora imagine você, amigo leitor, pegar o metrô às 7 horas da matina e perceber que o costumeiro milhão de pessoas que divide o vagão com você, agora traz um lote de malas e pacotes variados… Gostoso, né?
Então… Lá estava eu, tentando me segurar e virar as páginas do meu livro, enquanto um grandalhão encaixava uma mala gigante entre a minha clavícula e a minha pélvis, enquanto cantarolava e batucava o teto com as falanges…
Tentando manter a sanidade, apertei os olhos para me concentrar apenas no livro e esquecer que ainda faltavam 12 estações até desembarcar e que, provavelmente, algum órgão interno ficaria colado na bagagem do distinto gigante a minha frente… Tudo estava dando certo até que…
– Naonde cê tá, Jão?
Se eu não estivesse tão encaixado, provavelmente até as malas teriam percebido o meu salto… Aquela expressão tão peculiar vinha de uma garota, com uma voz de personagem de desenho animado que, enquanto falava ao celular, fazia um esforço sobre-humano para ocupar os 20 cm em que eu estava acomodado.
Ela estava tão perto que àquela altura era como se nós dois falássemos com o tal “Jão” (que pela voz também era uma menina)… Depois de alguma discussão, ficou acertado que Jão compraria o macarrão, o molho, uma vodka e uma caixinha de cerveja, além do que já estava na lista. Ainda bem que ela topou porque se o debate demorasse mais um pouco, eu mesmo compraria.
Voltei ao livro…
– Naonde cê tá, Jão?
“Impossível essa mina conhecer, duas garotas com o mesmo nome idiota”, pensei.
– Acabei de falá com a Michele (Ei… Não era Jão?) e ela vai comprá aquelas fita lá…
Enquanto fiquei repassando a lista que debatemos com Jã… ou melhor com Michele, para ver se havia alguma fita, o telefonema seguia em uma língua difícil de entender…
Olhei em volta para ver se alguém estava fazendo a mesma cara de incredulidade que eu imaginava estar fazendo…
Quando finalmente voltei ao livro…
– Naonde cê tá, Jão? Tá durmindo ainda?
Naquele momento fui transferido para outro lado da linha e respondi “Tirando você e a metade da cidade de São Paulo que, no momento, está neste vagão contigo, o mundo inteiro está dormindo, sua vaca!”.
Poxa… Não eram nem 8 da manhã e a menina parecia estar participando daquelas promoções “Não diga alô, diga Naonde cê tá, Jão”. Quando voltei ao meu corpo e à dura realidade da minha sexta-feira pré-carnaval, percebi que a garota estava gargalhando e que o brutamontes continuava falangeando o teto do metrô…
Ai, o carnaval…
Ai, as pessoas que aparecem no carnaval…
É vida loka, Jão.
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Fui selado!
É gente… Podem acreditar, fui selado e não foi só uma vez…
Antes de me recuperar do primeiro zipt, tava lá o danado… Colado feito zap na testa, em uma mão de 12…
As autoras da proeza? Natalia, com o Caleidoscópio e, logo em seguida, May, Ma-Má e Carrô, com o Palavra.
Se fiquei feliz? Pooorra!
Este povo já premia toda a groselha despejada neste espaço com leitura e, principalmente, com comentários e agora me aparecem com este atestado de qualidade… É muito para esse coraçãozinho, minha gente…
Então… já que é assim… vou cumprir com as orientações e, depois de responder umas poucas questões, vou selar mais alguns blogs nesse nosso mundão… Se, entre os blogs selados você não reconhecer algum, me faz um favor? Dá um pulo lá… Afinal: La Garantia Soy Yo!
Atendendo às exigências
Nome: … Vamos dizer que é Charlie Brown
Uma música: não consigo nem escolher uma banda favorita (quer dizer, hoje é Strokes…), quanto mais uma música…
Humor: do tipo “Sabe a piada dos tomates que estavam atravessando a rua?..”
Uma estação do ano: inverno.
Como prefere viajar: com música.
Um seriado: Friends
Frase ou palavra mais dita por você: oi?
O que achou do selo: Tá brincando?Fui selado duas vezes… Acho que reflete a vontade de Deus, gente..
Agora, eu deveria repassar o selo para 15 blogs, mas não sei se consigo chegar a tantos…Então, retribuindo o friendly fire e dividindo a missão com uma galera de que sou fã, quero selar:
- Essa Moça Tá Diferente, da Cami Pires ;
- A Palavra Final é: Continue;
- Congeminemos, da Mayra;
- Geladeira Oráculo, do Toni Barros;
- ECGMN e Respeite meus Mullets, da Tadsh;
- Cinema em Transe, do amigo Alan;
- Musicalmente Inútil, da Nih;
- O Elemento Fogo, da Larissa.
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- Não… Perai… Tem alguma coisa errada aqui…
Eu já não passava em casa havia uns dias e, sentado no meio da sala, no meio de uma pilha de correspondências, lá estava eu chacoalhando e grunhindo para minha fatura de cartão de crédito…
Minha mãe, incrédula, me endereçou seu típico olhar “meu filho não sabe fazer contas, tadinho”, enquanto eu tentava, de algum jeito, encontrar explicações para aquele valor gigante que, a avaliar pelas minhas roupas um tanto surradas e pela ausência completa de uma Lamborghini na garagem, só podia ser explicado de duas formas:
1-) Em uma crise de sonambulismo solidário eu teria recebido algum hibrido de entidade (podemos chamar de Mahatma Gandhi de Calcutá) e saído em uma peregrinação solidária distribuindo dinheiro aqueles que possuíam uma máquina de cartão de crédito;
2- ) Meu cartão estava clonado…
Tá… Talvez eu esteja exagerando… Quer dizer, se eu pensar bem, o valor nem é assim tão alto… Se eu fosse o Eike Batista… por exemplo…
Liguei para o meu banco. Depois de repetir meus dados pessoais, íntimos e confidenciais, talvez para um grupo de atendentes que, em número, deve ser maior que a população do bairro de Pinheiros, fui questionado:
- Senhor… O senhor está dizendo que o senhor gostaria de contestar valores indevidos debitados no cartão do senhor?
Depois de me perguntar quantas vezes mais aquela menina poderia repetir a palavra senhor em uma frase, respondi:
- Não… Eu não quero só contestar… Quero saber se existem formas para encontrar este outro Charlie… Eu quero poder mandar uns bons bodes para ele… (Para quem não conhece, a maldição dos bodes surgiu neste post).
- Não entendi, senhor.
- Não importa… Além de contestar, o que mais eu posso fazer?
- Esperar, senhor…
- Oi?
- Pois não, senhor?
- Não… Eu não estou te cumprimentando novamente. Você disse que eu só posso esperar?
- E contestar, senhor…
- Isso eu já entendi. E quanto tempo isso leva?
- Bom… O senhor precisa enviar um fax relatando os débitos indevidos, uma cópia da fatura e dos seus documentos. A partir daí, vamos investigar a procedência dessas informações e…
- Epa, epa, epa… Peraí… Você está dizendo que depois de passar estes últimos 45 minutos entre o atendimento eletrônico, e a recordista mundial da palavra “senhor”, vocês ainda vão avaliar a procedência dos débitos… Será que só a diferença de valor no histórico de compras já não diz alguma coisa?
- Pode repetir, senhor?
- Não…
- Posso ajudar em algo mais, senhor?
- Vamos às definições de algo mais…
- Desculpe, senhor…
- Nada…


