Filed under: Good grief... =[
OK….
Se eu ganhasse um cascudo para cada dia de ausência eu talvez virasse um atabaque…
Não posso nem justificar com o excesso de trabalho, já que acabo de vir de uns bons 40 dias de férias, mas acho que qualquer um pode entender que, a partir de um pedido de casamento – que inclui preparativos, tarefas do tipo faça-você-mesmo, nervosismo, mudança, decisões práticas, decisões quase práticas e decisões nada práticas Level 3 – , do casamento (o dia mais incrível da história da humanidade), da lua de mel (conjunto de dias quase tão incríveis quanto o dia mais incrível da história da humanidade) e dos sintomas clássicos daquela depressãozinha pré-retorno ao trabalho, qualquer período de ausência é completamente entendível, nénão?
Mas não pensem que é só isso… Neste período fiz uma pequena lista com todas as coisas sobre as quais preciso falar por aqui… É bem possível (leia-se “tenho certeza absoluta”) que eu tenha esquecido algum fato, mas de qualquer forma vou apresentar os títulos provisórios para alguns dos próximos posts, ó:
- “Como não enlouquecer com os preparativos do seu casamento”, ou “O dia em que percebi que obedecer minha noiva era a melhor estratégia…”
- “Somos todos vencedores: como alcancei a quarta colocação em uma competição internacional de mojitos…”
- “Como perder dezessete quilos, assustar familiares e gerar boatos sobre seu estado de saúde”
- “Doeu, mas não foi tanto assim”
- “APC”, ou “Como acordar pensando em casamento todos os dias – Exceto os que não se consegue dormir…”
- “Poção da embriagues instantânea”
- “Hablando mucho”
- “Caixa de sapatos”
Quando os posts estarão por aqui? Ainda não sei… Em breve… Espero…
Parem de me pressionar, pô!
Filed under: Good grief... =[, Personagens, Sagas, Tinha que ser eu | Tags: Alguém pode me ajudar?, Irritado, Maluco? Eu?, Me deixe em paz, Meu clone do mal, oi?, Personagens
Tenho que reconhecer: A técnica do “Você precisa contestar, senhor” funcionou…
Depois de alguns dias vivendo a pão e água, recebi a grana de volta…
Nem posso dizer o tamanho do alívio… Vivo acostumado a ter mais dias do que dinheiro durante o mês, mas quando isso acontece lá pelo dia 10, ai a coisa fica feia…
Bom, o fato é que depois do break da vitória e do soquinho no ar em slow motion, comecei a avaliar as consequencias do ocorrido…
Minha conta estava novamente coberta, mas isso nem de longe representa a solução de todos os meus problemas… Primeiro preciso descobrir como resgatar as milhas aéreas acumuladas a tanto custo e se isso não for possível, preciso arquitetar um plano vencedor para encontrar um clone do mal que, utilizando meu nome e as minhas milhas, deve estar espalhando o caos, o terror e o péssimo hábito de tropeçar-enquanto-lê-e-caminha-ao-mesmo-tempo por ai…
Sugestões?
Filed under: Gente estranha tem em todo Lugar, Good grief... =[, Oi?, Uncategorized | Tags: Alguém pode me ajudar?, Maluco? Eu?, oi?, Tá uma zona!
- Não… Perai… Tem alguma coisa errada aqui…
Eu já não passava em casa havia uns dias e, sentado no meio da sala, no meio de uma pilha de correspondências, lá estava eu chacoalhando e grunhindo para minha fatura de cartão de crédito…
Minha mãe, incrédula, me endereçou seu típico olhar “meu filho não sabe fazer contas, tadinho”, enquanto eu tentava, de algum jeito, encontrar explicações para aquele valor gigante que, a avaliar pelas minhas roupas um tanto surradas e pela ausência completa de uma Lamborghini na garagem, só podia ser explicado de duas formas:
1-) Em uma crise de sonambulismo solidário eu teria recebido algum hibrido de entidade (podemos chamar de Mahatma Gandhi de Calcutá) e saído em uma peregrinação solidária distribuindo dinheiro aqueles que possuíam uma máquina de cartão de crédito;
2- ) Meu cartão estava clonado…
Tá… Talvez eu esteja exagerando… Quer dizer, se eu pensar bem, o valor nem é assim tão alto… Se eu fosse o Eike Batista… por exemplo…
Liguei para o meu banco. Depois de repetir meus dados pessoais, íntimos e confidenciais, talvez para um grupo de atendentes que, em número, deve ser maior que a população do bairro de Pinheiros, fui questionado:
- Senhor… O senhor está dizendo que o senhor gostaria de contestar valores indevidos debitados no cartão do senhor?
Depois de me perguntar quantas vezes mais aquela menina poderia repetir a palavra senhor em uma frase, respondi:
- Não… Eu não quero só contestar… Quero saber se existem formas para encontrar este outro Charlie… Eu quero poder mandar uns bons bodes para ele… (Para quem não conhece, a maldição dos bodes surgiu neste post).
- Não entendi, senhor.
- Não importa… Além de contestar, o que mais eu posso fazer?
- Esperar, senhor…
- Oi?
- Pois não, senhor?
- Não… Eu não estou te cumprimentando novamente. Você disse que eu só posso esperar?
- E contestar, senhor…
- Isso eu já entendi. E quanto tempo isso leva?
- Bom… O senhor precisa enviar um fax relatando os débitos indevidos, uma cópia da fatura e dos seus documentos. A partir daí, vamos investigar a procedência dessas informações e…
- Epa, epa, epa… Peraí… Você está dizendo que depois de passar estes últimos 45 minutos entre o atendimento eletrônico, e a recordista mundial da palavra “senhor”, vocês ainda vão avaliar a procedência dos débitos… Será que só a diferença de valor no histórico de compras já não diz alguma coisa?
- Pode repetir, senhor?
- Não…
- Posso ajudar em algo mais, senhor?
- Vamos às definições de algo mais…
- Desculpe, senhor…
- Nada…
Filed under: Cada um tem o que merece, Gente estranha tem em todo Lugar, Good grief... =[ | Tags: Clube do Coronel Mustache, Maluco? Eu?, Me deixe em paz, Não é a minha cara?, sortidos, Vai dizer que nunca fez isso?
Não sei se pra todo cara é assim, mas em todos os meus períodos de férias – considerando talvez os últimos 15 anos – lá pelo terceiro ou quarto dia de ócio, surge o tradicional questionamento:
– Como será que eu ficaria de barba?
O foda é que eu sempre sei como vai ficar…
Como os pelos do meu rosto crescem de maneira irregular, lá pelo vigésimo dia, parece que, em vez de barba, tenho uns tufos de barba colados na cara por um bêbado…
Ainda assim sempre insisti nessa ideia… E dessa vez não foi diferente…
Saí por ai com minha orgulhosa barbinha até que, faltando talvez pouco menos de 10 dias para voltar à labuta, decidi me livrar da barba e deixar apenas o bigode…
Wow… Nunca ousei tanto… Homens de bigode sempre foram muito respeitados. Olha o Charles Bronson, por exemplo, ou o Chuck Norris, ou ainda pai do Chico Bento. Homens de fibra e coragem que, a partir de agora teriam mais um companheiro no Clube do Coronel Mustache…
Fui em frente… Estava disposto a ignorar piadas do tipo “E ai, Charlie? Tá deixando o bigode? Então me deixa também”.
Confiança e Força eram os superpoderes conquistados graças ao meu novo adorno facial…
Até que minha garota sentenciou:
– Tá parecendo o “Maluco no Pedaço”…
Voltei a trabalhar sem bigode…
=(


