Não tava assim quando eu cheguei


Somos todos vencedores: como alcancei a quarta colocação em uma competição internacional de mojitos

Se dar bem em uma competição internacional de mojitos parece mais complicado do que realmente é….

É sério… Na verdade, tudo o que você precisa fazer é planejar bem suas ações antes da competição começar.

Note que, em pelejas domésticas, os drinks são, geralmente, experimentados por quem os faz, pela pessoa que, por algum motivo, foi eleita a ‘conhecedora mor’ e pelos demais competidores… Então, o que você deve fazer é se candidatar para preparar a sua versão do drink entre o estado de embriagues plena e sênior… Isso porque, nesse estágio as papilas gustativas já estão bêbadas, mas não chapadas… Então além de favorecido pelo estado ébrio de seu julgador, você consegue manter uma semidignidade ao afirmar “Ele ainda não estava falando enrolado quando disse que o meu mojito era melhor!!”

Ah! Para conferir o status internacional à competição, chame aquele seu amigo com um nome bem estranho, com olhos puxados, cabelos ruivos, mullets ou, pelo menos, RE (Registro de Estrangeiro) e pronto… Pode tirar onda com seus amiguinhos… =p



Como não enlouquecer com os preparativos do seu casamento (O dia em que percebi que obedecer minha noiva era a melhor estratégia)
01/12/2011, 18:13
Filed under: Acontece, né?, Oi?, Sra. Brown

Não adianta bater o pé, espernear, citar filósofos, chamar sua mãe, fazer cara de coitado ou fingir um mal súbito…  Quando uma mulher está em módulo noiva, só há uma palavra que ela consegue assimilar: o “Sim”…

Pode parecer exagero, mas não…

E não é só porque homens são incapazes de escolher a cor do lacinho do arranjo de número 3 da mesa número 7, ou entender a complicada ciência da combinação entre as cores da gravata, da camisa e das meias… Acho que há um gatilho acionado pelo epifânico pensamento “vamos casar”, que faz com que as mulheres, sem perceber, vivam dias de macho alfa (em grego maiúsculo).

Mas não me entendam mal… Isso não, necessariamente, ruim…

Quer dizer… Eu nunca achei que casaria vestido em um terno xadrez… Mas, para falar a real, acho até que fiquei bem maneiro…



Meu nome não é Jão

Ai , o carnaval…

Este período de luxúria e pecado – que nos brinda com confete, serpentina, spray de espuma, canções cheias de ziriguidum e estelecoteco, abadás e uma série de sagitarianos – é marcado por uma incrível debandada paulistana rumo ao litoral ou às cidadezinhas do interior que ainda mantêm o tradicional carnaval de rua…   

Contando assim tudo parece ótimo, né? Agora imagine você, amigo leitor, pegar o metrô às 7 horas da matina e perceber que o costumeiro milhão de pessoas que divide o vagão com você, agora traz um lote de malas e pacotes variados… Gostoso, né?

Então… Lá estava eu, tentando me segurar e virar as páginas do meu livro, enquanto um grandalhão encaixava uma mala gigante entre a minha clavícula e a minha pélvis, enquanto cantarolava e batucava o teto com as falanges…

Tentando manter a sanidade, apertei os olhos para me concentrar apenas no livro e esquecer que ainda faltavam 12 estações até desembarcar e que, provavelmente, algum órgão interno ficaria colado na bagagem do distinto gigante a minha frente… Tudo estava dando certo até que…

Naonde cê tá, Jão?

Se eu não estivesse tão encaixado, provavelmente até as malas teriam percebido o meu salto… Aquela expressão tão peculiar vinha de uma garota, com uma voz de personagem de desenho animado que, enquanto falava ao celular, fazia um esforço sobre-humano para ocupar os 20 cm em que eu estava acomodado.

Ela estava tão perto que àquela altura era como se nós dois falássemos com o tal “Jão” (que pela voz também era uma menina)… Depois de alguma discussão, ficou acertado que Jão compraria o macarrão, o molho, uma vodka e uma caixinha de cerveja, além do que já estava na lista. Ainda bem que ela topou porque se o debate demorasse mais um pouco, eu mesmo compraria.

Voltei ao livro…

Naonde cê tá, Jão?

“Impossível essa mina conhecer, duas garotas com o mesmo nome idiota”, pensei.

Acabei de falá com a Michele (Ei… Não era Jão?) e ela vai comprá aquelas fita lá…

Enquanto fiquei repassando a lista que debatemos com Jã… ou melhor com Michele,  para ver se havia alguma fita, o telefonema seguia em uma língua difícil de entender…

Olhei em volta para ver se alguém estava fazendo a mesma cara de incredulidade que eu imaginava estar fazendo…  

Quando finalmente voltei ao livro…

Naonde cê tá, Jão? Tá durmindo ainda?

Naquele momento fui transferido para outro lado da linha e respondi “Tirando você e a metade da cidade de São Paulo que, no momento, está neste vagão contigo, o mundo inteiro está dormindo, sua vaca!”.

Poxa… Não eram nem 8 da manhã e a menina parecia estar participando daquelas promoções “Não diga alô, diga Naonde cê tá, Jão”. Quando voltei ao meu corpo e à dura realidade da minha sexta-feira pré-carnaval, percebi que a garota estava gargalhando e que o brutamontes continuava falangeando o teto do metrô…

Ai, o carnaval…

Ai, as pessoas que aparecem no carnaval…

É vida loka, Jão.

O Jão, ou melhor, o cão chupando manga, um dos personagens clássicos do nosso carnaval



Minha Vida de acordo com Strokes

Uma das coisas com as quais você precisa aprender a conviver depois de criar um blog é que, quando alguém surge lhe oferecendo um tema (tô falando de um bom tema), você não consegue mais levar uma vida normal até escrever o tal do post…

Sei lá… É mais ou menos como aquele sentimento de apontar para a estrela e ficar com medo de nascer uma verruga, manja?

Bom… O fato é que, se você conhece uma garota chamada Natalia Máximo então, fodeu… Ela é rainha em desafiar a galera a fazer coisas… Não que isso seja necessariamente ruim… Se existe uma coisa comum desde que nos tornamos amigos é que ela vive me guiando por novos e promissores universos, me apresentando a um leque variado que abriga, em uma mesma rajada de ar, novas músicas a xingamentos audazes.

Eis que numa dessas abanadas ela me joga o desafio: Minha Vida de acordo com

Na real, quando ela me indicou, acho que já sabia que eu iria escolher Strokes. Essa semana, enquanto ela declarava seu amor pelo The National eu deixei escapar algo como:

- Cara, Strokes é minha banda favorita…

Em troca, recebi um reluzente:

- Cara, Strokes não me diz nada!

Resultado: Fiquei com a maior cara de caneca do Brasil… Talvez a maior desde que o ano começou…

“Como assim não diz nada? Tá loca?”

É… Acho que eu deveria ter dito isso, mas não me ocorreu… Na hora fiquei imaginando “Porra, será que eu sou o único cara no planeta a gostar de Strokes?”…

Mas logo percebi que não…

Os caras tiveram até problema no site quando disponibilizaram a (sensacionalfodapracaralho) música nova…  Talvez, só o pessoal de TI (que teve que descobrir qual era o problema e dar um jeito no site) e a Natalia não gostem da banda…

Ou isso, ou talvez ela esteja brincando com a minha mente jovem e pueril e me usando para falar do Strokes…

Bom… se era essa a intenção…. Parabéns, Nat. Começa agora ooooo….

MINHA VIDA DE ACORDO COM THE STROKES

 Escolha o artista/banda: The Strokes

Você é homem ou mulher? Meet Me in the Bathroom

Descreva-se: Barely Legal

Como você se sente? Hard to Explain

Descreva o local onde você vive atualmente: On the other side

Se você pudesse ir a qualquer lugar, aonde você iria? Under cover of darkness

Sua forma de transporte preferido: Electricityscape

Seu melhor amigo: A Heart in a Cage

Você e seu melhor amigo são: New York City Cops

Qual é o clima? Between Love & Hate

Hora do dia favorita: 12:51

Se sua vida fosse um programa de TV, como seria chamado? Reptilia

O que é vida para você? Juicebox

Você sorri quando: You talk way too much

Você chora quando: I Can’t Win

Seu relacionamento: Soma

Seu medo: Fear of Sleep

O melhor conselho que você tem a dar: Take It or Leave It

Pensamento do dia: The end has no End

Seu lema: You Only Live Once

E pra continuar? Funciona assim: Escolha um artista ou banda e responda essas perguntas usando apenas nomes de músicas deste artista. Tente não repetir as músicas e coloque o título do post como “Minha vida de acordo com (nome do artista)”.

Agora é com a Cami Pires… É bom começar logo… Verrugas aparecem mais depressa nesta época do ano… =P




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