Não tava assim quando eu cheguei


Posso te contar um segredo?

Até que enfim… Juro que já nã o aguentava mais guardar este segredo… 

Não sei se vocês sabem desta minha faceta, mas esta nunca foi uma das minhas habilidades… Na verdade, ao lado andar sem tropeçar, ter o pensamento linear e saber a hora de ficar quieto, guardar segredos é um dos itens da lista Quatro coisas que eu, definitivamente, não consigo fazer – Versão sem Cortes

Bom, mas antes que eu comece a falar de outras coisas, voltemos ao segredo:

Lembra quando eu disse, já naquele longínquo agosto de 2010, que existia algo muuito Top Secret ? Pois é… Naquele tempo, o segredo já era um segredo há dois meses… Imagine… Eu, Charlie (conhecido mundialmente como o “boca-de-sabão”), guardando um segredo por um período tão longo…

É… Lendo aqui, nem eu acredito….

Hoje, com tudo correndo como o planejado… Sem grandes sustos (além dos financeiros) posso contar que aquela moça diferente (perfeitinha do seu jeitinho particular) e eu, vamos nos casar…

Foi assim, ó....

 

É isso mesmo… Depois de quase dois anos de um relacionamento muito foda, não precisaremos mais nos despedir na soleira da porta, rezando para que no último minuto aconteça alguma coisa que adie esse “até logo”, mesmo que fosse apenas um “ah… tá tarde… não vai embora, não” (sou facinho?)…

O engraçado é que, desde o pedido (sou aquele amante à moda antiga, né galera…), nossa vida se transformou… Tanta coisa pra ver e decidir que, da forma como estávamos fazendo, parecia coisa da CIA, saca? Tínhamos uma vida dupla, conversávamos em código, cochichávamos… Foi até divertido, mas guardar segredo é uma coisa muito trabalhosa…

Hoje, depois de revelar para as famílias e para os amigos mais próximos, precisava dividir isso com vocês. Afinal, não é todo dia que se descobre que, em breve, haverá uma Sra. Brown…



Meu nome não é Jão

Ai , o carnaval…

Este período de luxúria e pecado – que nos brinda com confete, serpentina, spray de espuma, canções cheias de ziriguidum e estelecoteco, abadás e uma série de sagitarianos – é marcado por uma incrível debandada paulistana rumo ao litoral ou às cidadezinhas do interior que ainda mantêm o tradicional carnaval de rua…   

Contando assim tudo parece ótimo, né? Agora imagine você, amigo leitor, pegar o metrô às 7 horas da matina e perceber que o costumeiro milhão de pessoas que divide o vagão com você, agora traz um lote de malas e pacotes variados… Gostoso, né?

Então… Lá estava eu, tentando me segurar e virar as páginas do meu livro, enquanto um grandalhão encaixava uma mala gigante entre a minha clavícula e a minha pélvis, enquanto cantarolava e batucava o teto com as falanges…

Tentando manter a sanidade, apertei os olhos para me concentrar apenas no livro e esquecer que ainda faltavam 12 estações até desembarcar e que, provavelmente, algum órgão interno ficaria colado na bagagem do distinto gigante a minha frente… Tudo estava dando certo até que…

Naonde cê tá, Jão?

Se eu não estivesse tão encaixado, provavelmente até as malas teriam percebido o meu salto… Aquela expressão tão peculiar vinha de uma garota, com uma voz de personagem de desenho animado que, enquanto falava ao celular, fazia um esforço sobre-humano para ocupar os 20 cm em que eu estava acomodado.

Ela estava tão perto que àquela altura era como se nós dois falássemos com o tal “Jão” (que pela voz também era uma menina)… Depois de alguma discussão, ficou acertado que Jão compraria o macarrão, o molho, uma vodka e uma caixinha de cerveja, além do que já estava na lista. Ainda bem que ela topou porque se o debate demorasse mais um pouco, eu mesmo compraria.

Voltei ao livro…

Naonde cê tá, Jão?

“Impossível essa mina conhecer, duas garotas com o mesmo nome idiota”, pensei.

Acabei de falá com a Michele (Ei… Não era Jão?) e ela vai comprá aquelas fita lá…

Enquanto fiquei repassando a lista que debatemos com Jã… ou melhor com Michele,  para ver se havia alguma fita, o telefonema seguia em uma língua difícil de entender…

Olhei em volta para ver se alguém estava fazendo a mesma cara de incredulidade que eu imaginava estar fazendo…  

Quando finalmente voltei ao livro…

Naonde cê tá, Jão? Tá durmindo ainda?

Naquele momento fui transferido para outro lado da linha e respondi “Tirando você e a metade da cidade de São Paulo que, no momento, está neste vagão contigo, o mundo inteiro está dormindo, sua vaca!”.

Poxa… Não eram nem 8 da manhã e a menina parecia estar participando daquelas promoções “Não diga alô, diga Naonde cê tá, Jão”. Quando voltei ao meu corpo e à dura realidade da minha sexta-feira pré-carnaval, percebi que a garota estava gargalhando e que o brutamontes continuava falangeando o teto do metrô…

Ai, o carnaval…

Ai, as pessoas que aparecem no carnaval…

É vida loka, Jão.

O Jão, ou melhor, o cão chupando manga, um dos personagens clássicos do nosso carnaval



Procura-se Charlie desesperadamente

Tenho que reconhecer: A técnica do “Você precisa contestar, senhor” funcionou…

Depois de alguns dias vivendo a pão e água, recebi a grana de volta…

Nem posso dizer o tamanho do alívio… Vivo acostumado a ter mais dias do que dinheiro durante o mês, mas quando isso acontece lá pelo dia 10, ai a coisa fica feia…

Bom, o fato é que depois do break da vitória e do soquinho no ar em slow motion, comecei a avaliar as consequencias do ocorrido…

Minha conta estava novamente coberta, mas isso nem de longe representa a solução de todos os meus problemas… Primeiro preciso descobrir como resgatar as milhas aéreas acumuladas a tanto custo e se isso não for possível, preciso arquitetar um plano vencedor para encontrar um clone do mal que, utilizando meu nome e as minhas milhas, deve estar espalhando o caos, o terror e o péssimo hábito de tropeçar-enquanto-lê-e-caminha-ao-mesmo-tempo por ai…

Sugestões?

Se você conhece este meliante bonitão... Denuncie



Adeus ano velho

Checando a lista de metas 2010, posso dizer que, em relação aos outros anos até que me sai bem… 

Tá bom… Talvez não tenha alcançado os 100%, mas… Sei lá… Acho 7% uma margem pra lá de respeitável…  Pelo menos para os padrões apresentados por mim até agora, é um verdadeiro recorde.

Não fiquei rico como planejei, não fiz uma turnê com a banda (que também não cheguei a montar), não aprendi a nadar, não conheci nenhum País exótico como o Sri Lanka  ou o Paraguai, não venci nenhuma partida de winning eleven no território além easy, não conquistei o amor do meu cachorro e fui à bancarrota algumas vezes…

Em compensação… Bom…

Ah!… Finalmente tirei minha habilitação (o que não significa que eu dirija), voltei para a academia (o que não significa que eu permaneça nela), não tive nenhuma lesão física ou hematoma que durasse mais de uma semana para desaparecer.

Infelizmente, com o número menor de pancadas na região da cabeça, no segundo semestre tive que dar adeus a alguns amigos imaginários, mas de acordo com algumas pessoas isso até que foi bom…

Aqui no blog escrevi de acordo com as possibilidades… Tá bom, tá bom… Sei que isso não é o ideal, mas tirando o período do buraco negro das ideias, foram poucas as semanas que eu furei, né?

Além disso, em 2010 escrevi para o Palavra  - blog das queridas May, Ma-Má e Carrô -, para o In Shuffle We Trust (projeto da Nat Maximo que, agora tá fora do ar, mas em breve, será obrigatório para quem curte música), tive a primeira contribuição externa aqui no Não tava Assim, que foi o texto do Calvin e realizei a primeira enquete de sucesso do Não Tava Assim, com 7 votos no total (que orgulho, gente).

Pro ano que vem, muitos projetos… Mas, como estarei de férias (pausa para um passo de break em comemoração)… gostaria de pedir a colaboração de vocês para tentar montar uma TO DO LIST 2011.

Alguém?  (Rumo aos 8%)




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